quarta-feira, 05/08/2026
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CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11), em bloco, 27 requerimentos. A lista inclui a quebra de sigilo fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O colegiado também aprovou a quebra de sigilos e o envio de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que se matou após ser preso.

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Ainda com relação ao Sicário, foi aprovado um requerimento que solicita ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, informações sobre a morte dele.

 O termo “em globo” ou “em bloco” é utilizado quando parlamentares analisam os itens previstos na pauta de votação de forma conjunta, ou seja, sem votar cada item separadamente. A prática é comum nas votações no Congresso Nacional e ocorre — normalmente — quando há consenso entre os parlamentares na votação.

A CPI também aprovou a convocação de Marilson Roseno da Silva, suspeito de integrar “a Turma”, Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, servidores do Banco Central (BC) suspeitos de favorecer o Banco Master.

Outra aprovação durante a sessão foi de requerimentos para obter informações da empresa de gestão de aeronaves, Prime You, que teve Daniel Vorcaro no quadro societário.

O colegiado aprovou ainda a quebra de sigilo bancário e fiscal de Mohamad Hussein Murad, o Beto Louco, figura central no esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em sessões anteriores, a CPI já havia aprovado convites aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Na sessão, também foi ouvido João Carlos Mansur, fundador da Reag. A empresa é investigada pela Polícia Federal em duas operações por suspeita de envolvimento com lavagem de dinheiro do PCC.

Inicialmente, o advogado José Luis Oliveira Lima, afirmou à comissão que Mansur permaneceria calado, mas ele optou por falar sobre o histórico da empresa e negou as acusações de ilegalidades.

Ele afirmou que a empresa geria mais de 700 fundos, mas que isso equivale a menos de 15% do total da operação que, segundo ele, gira em torno de R$ 300 bilhões.

“Aproximadamente R$ 300 bi em administração de terceiros. Não são recursos próprios. Os fundos questionados correspondem a uma fração de não mais de 10%, 15% do banco total da operação”, explicou Mansur.

Ele foi questionado pelo relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), sobre os fundos de cotista único e afirmou que a modalidade não configura ilegalidade.

“Ter apenas um cotista não quer dizer que o fundo seja A, B ou C. A quantidade de cotistas não carimba o objetivo do fundo. O fundo é como um prédio. O administrador é a imobiliária, o gestor é o síndico. E os cotistas do fundo são os donos do prédio. Os fundos são condomínios, abertos ou fechados”, disse o empresário.

A PF suspeita que a Reag utilizou fundos exclusivos como parte de um mecanismo de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Esse tipo de fundo tem apenas um investidor formal, o que dá grande controle ao cotista e reduz a transparência sobre quem é o beneficiário final dos recursos.

G1

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